domingo, novembro 23, 2008

Hostile Inc. - Qiyamat

Bandas como o Hostile Inc., de Fortaleza, convencem-me cada vez mais de que competência é uma qualidade independente de proveniência. Oriundos de uma cidade, que apesar de ser um dos grandes centros de sua região, não tem muita tradição na cena Metal brasileira, este sexteto cearense surpreende. A própria existência da banda desde os idos de 1996, já é por si só um indicativo forte de que não se trata aqui de uma banda qualquer. Praticantes de um Death Metal repleto de melodias e harmonias bem trabalhadas, o grupo apresenta "Qiyamat", seu álbum de estréia. O debut em questão é uma obra grandiosa, enaltecida por sua versatilidade, comprovável em "In Vitro". A sexta faixa do álbum se caracteriza por seu andamento muito similar ao de "Mass Hypnosis" (Sepultura) e mesclado ao famoso triângulo do forró (uma prova de que o metal brasileiro não ignora a pluralidade de sons existentes no país). Por trás de tudo isso, estão: o uso constante de teclados por Nathiel Souza, o que acaba conferindo uma beleza fúnebre às composições; a dupla de guitarristas Yuri e Franzé (recentemente substituído por Júnior Maia), que cria os alicerces de toda a música do grupo; a precisão e velocidade das batidas de Saulo Oliveira; e também o acabamento final do baixo de Adriano Abreu. Mac Coelho (um dos fundadores da banda) fecha o conjunto revelando-se um exímio vocalista. Seu virtuosismo é tamanho que pode-se comparar sua técnica vocal à de Daniel Filth sem muita margem para exagero. Por A + B o Hostile Incorporation prova que "Qiyamat" é item obrigatório para admiradores de música bem feita.

Nota: 8/10
Selo: Independente
Data de lançamento: 05/05/08
Website: www.hostileinc.net/ /
www.myspace.com/hostileincband

Tracklist:
01. Alea Jacta Est
02. Mechanical Man
03. The Universe Outside
04. Superfluous Existence
05. Fast Motion
06. In Vitro
07. The Final Judgement
08. Sheep and Wolves

sábado, novembro 22, 2008

Seita - Imprint Forever

A nova empreitada de Michel Gambini (Retturn) e Dom Mura (With Pride) atende pelo nome de Seita. Agregaram-se também a esse projeto: André Sparta (baixo); e Edson Munhoz (guitarra). Mesmo vivendo na Holanda já há alguns anos, este quarteto não se esqueceu do background vivido no Brasil. A dura realidade experimentada na pele em águas passadas é o combustível que alimenta toda a energia e brutalidade em "Imprint Forever", o EP de estréia da banda. Misturando elementos de Death Metal e Hardcore, com leves pitadas de Grindcore, o grupo mostra a personalidade que lhe é bastante peculiar: mescla de domínio técnico com originalidade nas composições. Paralelos podem ser traçados, mas não é fácil chegar a um acordo sobre o gênero em que se enquadram, muito em parte por experimentarem várias ambientações. "Dethrone The King" é um bom exemplo: inicia-se com um andamento cadenciado e, de repente, evolui para um turbilhão de notas sequenciais, para depois, assim como surgiu, desaparecer. Michel Gambini apresenta interessantes técnicas vocais, que mesmo trabalhosas, não soam forçosas em momento algum. Sua guitarra é sincronicamente complementada pela de Edson. André Sparta insere vigorosas linhas de contrabaixo, o que acaba conferindo mais peso e concretude ao som. Dom Mura atesta sua competência e experiência mantendo-se equilibrado a todo instante: sabendo imprimir impacto e rapidez nos momentos oportunos. O ápice desta atividade coletiva, é sem dúvida, a faixa homônima do disco. Os méritos do trabalho são ainda mais consideráveis quando se observa que trata-se de uma produção caseira e independente."Imprint Forever" é uma estréia triunfal, portanto. Há de se esperar muito destes rapazes, que com comprometimento e seriedade, certamente fazer-se-ão grandes.

Nota: 8/10
Selo: Independente
Data de lançamento: 01/10/2008
Website: www.seitaofficial.com/ /
www.myspace.com/seitaofficial / www. youtube. com/seitaofficial

Tracklist:
01. Intro
02. Imprint Forever
03. Not a Matter Of Pride
04. Dethrone The King
05. Drowning In Blood
06. Fire And Pride
07. Speaking With Ghosts

terça-feira, setembro 23, 2008

Confronto - Sanctuarium

Os mais céticos, e até mesmo os fãs, podem muito bem ter posto em cheque a superação de "Causa Mortis". Apesar do desafio descomunal, os cariocas do Confronto provam nesse novo registro a razão de terem alcançado o posto que ocupam hoje. A excelência, o profissionalismo, e acima de tudo a determinação, características tão marcantes desse quarteto, fizeram-se novamente presentes e ainda mais amplificadas. Não por acaso, "Sanctuaruim", o novo lançamento, teve boa aceitação entre os admiradores da banda, sequiosos por novidades. O novo Confronto traz 10 músicas de um metalcore fervilhante e nervoso, como somente os próprios sabem fazer, mas embebido de uma forte influência de clássicos do death metal (a citar Slayer e The Haunted). Felipe Chehuan está ainda mais revoltado. Sua voz transparece um desespero tocante. As letras expressam indignação perante a incapacidade do poder público e as mazelas sociais que o sistema, implacável, imprime com maior força sobre os desfavorecidos. Maximiliano aprimorou-se na qualidade de máquina de fazer riffs devastadores. "Abolição" e "Morte dos Sonhos" dão uma amostra de seu poder de envolvimento. Eduardo Moratori dá aquele toque final sempre especial ao som, conferindo a encorpada e peso necessários ao som. Felipe Ribeiro enche os ouvidos com sua marca registrada: viradas mais arrastadas, que exploram bem tons e surdos; além de sua pegada acelerada no bumbo duplo. "Sanctuaruim" tem tudo para se estabelecer como um novo paradigma do underground brasileiro. Servirá de referência a muitos músicos, não apenas pela qualidade de suas músicas, mas também como uma prova contundente de que com perseverança, alcançar qualquer sonho é apenas uma questão de tempo.

Nota: 10/10
Selo: Seven Eight Life Recordings
Data de Lançamento: 01/08/2008
Website: www.myspace.com/confronto / http://www.xconfrontox.com/

Tracklist:
01. Abolição
02. Santuário das Almas
03. Infanticídio
04. Sem Perdão
05. Calvário
06. Rosas Negras
07. Morte dos Sonhos
08. Ocupação
09. Tortura
10. Ossos e Carne Diante o Desespero

segunda-feira, setembro 22, 2008

Lost Insight - A Life Between Two Worlds

Os belo horizontinos do Lost Insight acabaram de lançar seu 1º EP intitulado "A Life Between Two Worlds". Nele despejam muito peso e maturidade musical em uma sonoridade ímpar, que agrega o metalcore e o hardcore. São, ao todo, 7 músicas que ao longo de 26 minutos, convidam o ouvinte a fazer uma viagem interior, uma verdadeira introspecção (artigo de luxo para o homem perpetuamente atribulado da contemporaneidade). Percorra a floresta sombria que há dentro de nossas faculdades mentais, quebre o conceito de vida milimetricamente regrada do cidadão exemplar, pois a dualidade é um fato inerente à existência humana. A ilustração da capa é uma perfeita alusão ao quão manipuláveis podemos ser, principalmente quando falta esse auto-conhecimento tão necessário. Será introduzido a esse universo por meio de 5 jovens músicos. Wallison Guedes é implacável em seus vocais enérgicos; Thiago Lannes e Ivan Jr. fazem um trabalho ímpar, demonstrando boa técnica na construção de riffs precisos; Shuanz é crucial ao estabelecer-se como elo entre as guitarras e a cadência rítmica de Rafael Coffee, que apesar de atropelar algumas notas aqui e ali, tem boa visão de conjunto e emplaca diversos grooves envolventes. O trabalho do grupo leva a marca de André Marcio, baterista da também mineira Eminence. Em linhas gerais, o tracklist apresenta-se homogêneo, sem muitas disparidades. A exceção é "We Don't Like This", a primeira gravação da banda, e a responsável pela seleção do Lost Insight entre as bandas componentes do Vans Zona Punk Tour. Um registro que vale tanto pelo som, quanto pela temática proposta. Resta apenas reforçar a sugestão dada pelos próprios: "ouça no volume máximo".

Nota: 8/10
Selo: Independente
Data de Lançamento: 17/08/2008
Website: www.myspace.com/lostinsight

Tracklist:
01. PreMosh
02. Lost Insight
03. Forest
04. Nightmare
05. Scream Soul
06. Patrol Car
07. We Don't Like This (faixa bônus)

terça-feira, setembro 09, 2008

Mindtrigger - Save My Time

Certamente já deve ter ouvido a velha máxima “Não se julga um livro pela capa”. Será mesmo? Pois atire a primeira pedra aquele que nunca julgou um álbum pela sua aparência. Sendo assim, é mais fácil compreender porquê “Save My Time” não é absorvido muito bem. Inserido em embalagem de mídias virgens comuns, o encarte possui uma arte gráfica muito pobre, demonstrando um amadorismo que salta aos olhos. Porém, o que realmente interessa, a música, não aparenta esse descaso. Muito em parte da amizade que os membros cultivam entre si há anos (e esse é o ponto de partida do Mindtrigger), exibem um notório entrosamento e satisfatória harmonia. O caldo das músicas é bem executado, provando que Sergio (guitarra), Ricardo (baixo), e principalmente Enio (bateria), conhecem seus respectivos instrumentos. Em decorrência disso, há uma constante transição da ambientação da música go grupo, sempre permeando estilos diferentes: ora o pop rock; por vezes o rock experimental/instrumental; outrora o rock oitentista. Esse nomadismo torna arriscada até mesmo uma rotulação geral da sonoridade do disco. Ponto positivo. Mas eis que outro grave defeito torna a comprometer o Ep: as vocalizações de Sandre. O frontman da banda não conseguiu adequar sua voz à proposta de trabalho do grupo. Chega a ser bastante controverso o fato de utilizar vozes limpas ao longo de todo o registro, onde o mesmo apresenta dizeres como “all around me: anger and rage...”. Com efeito, “Save My Time” é um registro ainda muito verde, talvez até prematuro. Nada que esse quarteto paulistano não possa contornar com o tempo, afinal, determinação em concretizar seus objetivos não lhes falta.


Nota: 5/10
Selo: Loud Music
Data de lançamento: 17/08/08
Website: www.myspace.com/mindtriggerband /
www.purevolume.com/mindtriggerband

Tracklist:
01. Dark Path
02. Load My Vision
03. Against the Unforeseeable
04. Save My Time
05. Make Myself Sick

06.Piece of Sanity

domingo, julho 27, 2008

Eminence - The God Of All Mistakes

Que o Brasil não é, definitivamente, a terra do metal, isso todo mundo já sabe, a noção dessa realidade, todavia, poucos realmente conhecem. Um notório exemplo da falta de aceitação desse estilo no país são os mineiros do Eminence. Largamente conhecidos mundo afora, estão de volta à tona com o seu novo disco, o “The God Of All Mistakes” e prontos para...voltar ao velho mundo. A relação do grupo com a Europa é antiga, e não dá sinais de estar se enfraquecendo. A faceta ruim deste êxodo: trata-se aqui de uma banda de excelência incontestável, mas que por motivos já citados, não tem o merecido espaço para mostrar serviço nas terras brasilis, uma infelicidade para nós nativos. Os benefícios da vida no exterior, por outro lado, levaram a banda a deixar a produção do disco a cargo do dinamarquês Tue Madsen (Mnemic, The Haunted, entre outros). Nesse particular, em entrevista a um programa de TV mineiro, o batera André Marcio conta que o produtor “tirou leite de pedra”. E de fato, o resultado é impressionante. A prova definitiva desse primoroso trabalho é a belíssima "Day 7". E os destaques não páram por aí. "Undermind" e a faixa-título do álbum não deixam por menos e agradam os ouvidos sedentos por vigor e muito peso. Carregado de Death melódico "moderninho" e ainda temperado com boas doses de industrial e Hardcore, o disco está além da mera junção desses estilos, mostrando-se bem dosado e diversificado. Evidenciando uma evolução natural de "Humanology", o Eminence mostrou a que veio em seu novo lançamento, uma obra digna dos deuses do Olimpo.

Nota: 9/10
Selo: Locomotiv Records
Data de Lançamento: 21/05/2008
Webiste: www.eminence.com.br/
www.myspace.com/eminenceband

Tracklist:
01. The God Of All Mistakes
02. Resistance
03. Day 7
04. Devil's Boulevard
05. Undermind
06. Injected Lies
07. Written In Dust
08. Snake Beat
09. Stainer
10. Enemy Inside

quarta-feira, julho 23, 2008

Cyius - Onde Quer Que Esteja

A flor de Lótus. Fazendo uma breve pesquisa, descobrimos algumas curiosidades a seu respeito: venerada na cultura oriental, a flor é intimamente ligada à espiritualidade, uma vez que a forma como desabrocha (em meio à lama e com pouca água) é relacionada metaforicamente à superação de obstáculos na vida. Lindo, mas o que isso tem a ver com a Cyius? Tudo! Carregando no peito cicatrizes dificílimas de serem sanadas (a morte de dois entes queridos num curto período), os integrantes dessa banda petropolitana demonstraram sábia grandeza ao levantarem a cabeça e seguirem adiante. O resultado dessa superação é "Onde Quer Que Esteja". Por motivos óbvios, o disco é embebido de uma carga emocional vívida e comovente. Assim, o degustador da obra provalvemente vivenciará a rara experiência de sentir arrepios nos braços ao som de "Lótus". A emotividade aqui presente não é tudo: a pluralidade sonora é outro ponto forte. Se por um lado temos "Brisa", que se inicia com uma maravilhosa pitada de bossa nova, por outro lado eis "Cegueira", marcada por distorções cheias e pelos vocais dilacerados de Bruno, da também serrana Itsari. Tecnicamente, o grupo é milimetricamente coeso e harmônico. A cozinha de "Amnésia" é prova da competência desses músicos. Não foi por mero acaso, portanto, que o disco rendeu à banda o prêmio London Burning de música independente na categoria melhor álbum de rock de 2007. Felizmente, o merecido reconhecimento veio à altura de um trabalho que transcende o rock experimental e/ou alternativo, ocupando um patamar acima deste conceito.

Nota: 9/10
Selo: 53 HC
Data de Lançamento: 2007
Website: http://www.cyius.com.br/ /
www.myspace.com/cyius /
www.tramavirtual.com/cyiusrock /

Tracklist:
01. Amnésia
02. Lótus
03. De Olhos Bem Abertos
04. Sinais de Bagdá
05. Mar Aberto
06. Um Motivo a Mais
07. Brisa
08. Bipolar
09. Cegueira
10. Samsara
11. Dois Sóis
12. Uma Noite Qualquer

domingo, julho 20, 2008

It's All Red - Vicious Words From The Heart

Dizer que praticam metalcore soa por demais delimitador, senão fantasioso. A verdade é que a complexidade sonora a que os gaúchos do It's All Red pretendem chegar, ultrapassa os limites de uma mera rotulação ou enquadramento. A confluência de estilos presente na sonoridade do quinteto vai de um extremo ao outro (do metal nórdico ao pop). E a semente desse trabalho, plantada em 2005, começa a render frutos. "Vicious Words From The Heart", seu primeiro full lengh, lançado ainda em 2007, assusta, e muito. Assusta por conta de sua qualidade excepcional. O álbum é de uma sonoridade dinâmica, enérgica, envolvente, sobretudo intensa, absolutamente fora do normal. "A Party Is Not A Party Unless Someone Gets Home Devastated" e "H5N1" simplesmente não saem da cabeça, é incrível! O toque feminino dado em "Crime Room", ora por vozes suaves ora por urros guturais, encaixou-se perfeitamente no contexto da música. O batera Renato Siqueira exerce sua função de maneira bastante meritosa, em detrimento de não se ater ao óbvio e ao comum. Sua perícia, criatividade e versatilidade realmente impressionam. Os demais componentes: irmãos Volkweis; Rafael (outro Siqueira); e Rafael Mallmann, claro, não deixam por menos - são igualmente virtuosos. Cada qual em seu respectivo instrumento contribui decisivamente para atingir a amplitude a que o som da banda consegue alcançar. É interessante sublinhar que essa contribuição está também no âmbito dos vocais: todos os integrantes cantam, exceto o baterista. A família I.A.R. (por assim dizer), merece toda forma de congratulação. Sem sombra de dúvida gravaram um belo álbum, e que alcançou seu objetivo: impossível ouvi-lo e ficar indiferente.

Nota: 10/10
Selo: Independente
Data de lançamento: 2007
Website: www.myspace.com/itsallredmusic
Download do Disco

Tracklist:
01. A Song For The Rage
02. Poisonous (His Darkest Wishes Made Flesh)
03. A Party Is Not A Party Unless Someone Gets Home Devastated
04. H5N1
05. Inventory Of The Missing Things
06. Crime Room
07. Ghosts Caught On Tape
08. And So On...
09. Hell Anytime
10. The Arrival Of Ages
11. 17:42

sexta-feira, julho 18, 2008

Severa - Severa

SEVERA, gravem esse nome! Isso é Hardcore cunhado sob os moldes da pesada realidade do terceiro mundo. Oriundos de Contagem (Minas Gerais), e com cerca de um ano de existência, o Severa lançou no mês de abril seu primeiro registro - um EP homônimo da banda. Imediatamente após o contato com a faixa inicial ("Perder Para Ganhar"), notamos a personalidade forte e original das composições do grupo. O modo com que alternam os momentos de alta e baixa intensidade, retém a atenção do ouvinte do primeiro ao último segundo da audição e a presença constante de riffs encorpados utilizados em sintonia com breakdowns, cria um dinamismo primoroso no conjunto da obra. As letras conseguem propagar facilmente valores como honestidade e perseverança por estarem escritas em português, e pelo fato de serem inteligíveis. O mérito do alcance desses pontos positivos está na competência de Cidin (bateria), Juninho (baixo), Willian (guitarra), Filipe (guitarra) e Daniel (vocal), por igual. Alguns destaques adicionais merecem ser feitos: as faixas "Minha Guerra" e "Falsas Ilusões"; e o bom trabalho na arte gráfica do álbum. Com efeito, o registro (composto por cinco músicas) é de alto nível - feito admirável em se tratando de um debut de uma banda. Nesse sentido, é importante que os integrantes tenham em mente a necessidade de evolução constante e progressiva do trabalho que realizam. Toda a sorte do mundo ao Severa, essa nova promessa do cenário independente brasileiro.

Nota: 9/10
Selo: Independente
Data de Lançamento: Abril/2008
Website: www.myspace.com/severabh
www.fotolog.com/bandasevera

Tracklist:
01. Perder Para Ganhar
02. O Fim!
03. Caminho Estreito
04. Minha Guerra
05. Falsas Ilusões

domingo, junho 22, 2008

P.O.D. - When Angels And Serpents Dance

Os californianos do P.O.D. apresentam ao mundo sua nova criação: "When Angels And Serpents Dance", o 7º disco de estúdio da carreira. O novo registro marca a volta de Marcos Curiel, que apesar de ter retornado à banda ainda em 2006, não gravou em "Testify". Nesta nova obra verifica-se que os integrantes buscaram a composição de músicas mais coerentes com a maturidade de vida que atingiram, deixando de lado, assim, muito daquilo que os caracterizou como "cabeças" do movimento New Metal. O próprio Sonny abriu mão do legado de sua vida "das ruas", seus dreadlocks. O que pode parecer apenas questão de estética tem motivação comum à atual estruturação sonora da banda: não há razão para continuar no velho "de sempre". Certos elementos, contudo, haveriam de se manter, como o reggae ("I'll Be Ready") e as participações especiais (Mike Muir, Page Hamilton e as Marley Sisters). O eixo temático do novo Payable On Death é baseado na dualidade do bem versus o mal. Aqui, a vida é uma eterna valsa, onde anjos e serpentes dançam juntos. Se por um lado existem as coias belas e boas da vida ("Shine With Me"), do outro lado estão os fatos amargurantes e indesejáveis dela ("End Of The World"). Ainda que de qualidade muito distante do digníssimo "Satellite", o saldo geral de "When Angels And Serpents Dance" é positivo, e o grande destaque da obra ficou por conta da música que dá nome ao disco. Poderiam ter feito algo melhor. Só nos resta agora rezar por discos ainda melhores no futuro.

Nota: 7/10
Selo: Columbia
Data de lançamento: 08/04/2008
Website: www.payableondeath.com/ /
www.myspace.com/payableondeath

Tracklist:
01. Addicted
02. Shine With Me
03. Condescending
04. It Can't Rain Everyday
05. Kaliforn-Eye-A (feat. Mike Muir of Suicidal Tendencies)
06. I'll Be Ready (feat. Cedella and Sharon Marley)
07. End Of The World
08. This Ain't No Ordinary Love Song
09. God Forbid (feat. Page Hamilton of Helmet)
10. Roman Empire
11. When Angels & Serpents Dance
12. Tell Me Why
13. Rise Against